terça-feira, 26 de junho de 2012

Elaboração da Logo do Jornal Polis

Primeiras ideias: 

 Inicialmente utilizamos uma fonte que expressasse a ideia de cidade


Posteriormente pensamos em criamos nós mesmos a partir da ideia inicial, até que tínhamos gostado, mas a imagem era muito carregada 

Ideia da silhueta

Daí surgiu a ideia da silhueta da cidade


Logo final


E, por fim, foi somente a escolha das cores que iriam compor a logo final, com a silhueta vasada.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Política via web


Jean Patrik Soares


    Historicamente, os jovens tiveram um papel importante na política brasileira, envolvendo-se em momentos importantes, como as manifestações pelo fim da ditadura no Brasil, na década de 1980, e no movimento “Caras pintadas”, década de 1990, que culminou com o Impeachment do Presidente Fernando Collor. Nos últimos anos, esse envolvimento se arrefeceu, teóricos, como Zygmunt Bauman, afirmam que os jovens de hoje estariam mais preocupados com questões particulares e menos com a coletividade. 

  Entretanto, pesquisas afirmam que o envolvimento da juventude na política estaria acontecendo por meio das redes sociais, um fenômeno novo que surgiu com o aumento de acesso às novas tecnologias de comunicação, que incluem computadores e outros móbiles conectados à internet. Segundo o Instituto de Pesquisa Aplicadas (IPEA), em uma pesquisa realizada em 2011, revelou que o número de jovens que utilizam a internet para se informar e manifestar-se politicamente passou de 42% para 58%, nos últimos cinco anos. 

   A estudante do Magistério, Nycole Jacomel de Souza, percebeu que a forma dos jovens se envolverem no mundo da política mudou. “O jovem do passado não tinha essa possibilidade, hoje são poucos os que vão para a rua, os protestos acontecem por meio da internet.” O professor de História da Unicentro, Cláudio Andrade, também constata essa mudança, para ele os jovens se envolvem na política de um modo diferente que nas décadas de 60, 70 e 80. “Há um envolvimento, mas é diferente. Agora é menor a identificação com a política partidária e grupos formais.” Andrade explica que isso não significa que os jovens sejam apáticos e conformados com a situação da política, apenas se vive um momento histórico diferente. “O envolvimento é menor, mas com mais qualidade, é consistente, esses jovens sabem onde querem chegar. O movimento dos ‘Caras pintadas’ era um volume grande de pessoas, entretanto, seguiam sem uma direção clara, não sabiam bem onde queriam chegar”, esclarece Cláudio. 

    O professor afirma que a tecnologia disponibilizou mais tempo livre, que pode ser usado para o bem ou para o mal, por isso, é bom que os estudantes utilizem a internet para manifestar suas opiniões, é uma boa forma de utilizar seu tempo. “O envolvimento, agora, não dependente mais da classe social que se pertence, como antigamente, hoje o envolvimento é horizontal, é muito maior o número de jovens que se envolvem e discutem sobre política, o que antes era muito restrito”, esclarece Andrade.

    Contudo, para o professor, fazer afirmações quanto ao futuro ainda é muito difícil, tal fenômeno ainda é novo e não se sabe onde tudo isso vai dar. Este ano é de eleições municipais, e a internet, que se tornou um grande meio de propaganda partidária, mais uma vez será utilizada para atingir principalmente os jovens. E igualmente ao que aconteceu em 2010, a internet será uma grande ferramenta de divulgação de propostas e também calúnias. Isso exige, de todos, maior esclarecimento para realizar sua escolha, seja qual for a faixa etária que se pertença.

Relator do Mensalão fala ao Polis sobre o interesse pela política atual




O deputado federal, Osmar Serraglio, foi relator de um dos principais escândalos políticos do pais na era Lula.

Jean Patrik Soares

Com vasta experiência no campo político, Osmar Serraglio foi vice-prefeito de Umuarama – PR, de 1993 a 1996, assessor jurídico de várias prefeituras na região Noroeste e Oeste do Paraná, de 1987 a 1997, e, atualmente, está em seu quarto mandato como deputado federal, pelo Paraná. É filiado ao PMDB e teve destaque nacional como relator da CPMI dos Correios, a partir da qual surgiram as investigações do escândalo do mensalão. Formado em Direito, com mestrado em Direito do Estado (PUC-SP), também atuou como professor universitário, na década de 1980. Na entrevista, realizada via e-mail, Serraglio analisa a participação da população no processo político, o papel da imprensa e as transformações na política atual.

Polis: Há vários anos dentro da política, o senhor acredita que, nos últimos anos as pessoas têm se interessado mais com os rumos da política?
Serraglio: É difícil avaliar se o interesse aumentou, porque há uma grande massa que passa ao largo de assuntos políticos. Mesmo quando vota, não o faz de forma refletida, com a consciência de que está escolhendo alguém em quem deveria ter a maior confiança, porque está delegando o poder para que outrem decida sobre sua saúde, a educação sua ou dos seus filhos, a segurança de sua família, etc. Vota-se como desencargo de obrigação. Por outro lado, há, sem dúvida, um aumento de interesse de certa parcela da população, que está acompanhando mais os acontecimentos políticos. O jornalismo político ocupa cada vez mais espaços nos jornais e nas rádios e TVs, o que significa que o interesse está se acentuando.

Polis: Por que no Brasil as pessoas tem tanto preconceito com política? Isso favorece o surgimento de políticos corruptos?
Serraglio: O preconceito decorre da generalização. Alguns políticos desvirtuam sua conduta e isso compromete a classe  É como se do fato de ter alguns juízes corruptos, a magistratura devesse ser desacreditada. Fui Relator da CPI que investigou o “mensalão”. Eram 19 parlamentares envolvidos. A CPI não escondeu nada do público. Também não protegeu ninguém, por ser político. As pressões de nada valeram. Estão respondendo por processo cujo julgamento foi marcado para agosto, no Supremo Tribunal Federal. Somos em 513 deputados. São, assim, menos de 4%. Por que considerar como sendo a Câmara dos Deputados corrupta? O surgimento de políticos corruptos decorre de nossa cultura. Há uma tolerância demasiada. Enfrentei meio mundo para responsabilizar os mensaleiros. No entanto, muitos deles foram simplesmente reeleitos, como se nada tivesse ocorrido. Outro fator que favorece a corrupção é o custo da campanha. O eleitor disputa candidato, para ver quem mais o beneficia.

Polis: Como o envolvimento dos cidadãos com a política social (voluntariado, grupo de mulheres ONGs), aquela que acontece no bairro,  na escola, etc, pode ajudar a tornar a realidade melhor?
Serraglio: Nos Estados Unidos, ninguém conclui ano letivo no segundo grau, sem que comprove ter prestado algum serviço comunitário. Aqui nossa cultura passa distante dessa formação. Temos, sim, pessoas abnegadas, magnânimas, desprendidas, que dão seu esforço e colaboração para reduzir as dificuldades de seus concidadãos. Entre os menos afortunados, a solidariedade existe. A população suporta uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo e ainda precisa trabalhar para suprir serviços que deveriam ser prestados pelo poder público.

Polis: O que deveria ser feito para que as pessoas tivessem mais interesse pela política?
Serraglio: Como disse, é questão de cultura. Isso significa que, quanto mais anos de estudos nossa juventude frequentar, tanto mais elevada será a consciência política, quando adultos. Precisamos, acima de tudo, fazer com que nossa população leia mais.  É através da leitura que o conhecimento se transmite. As maiores inteligências do mundo estão à nossa disposição... e nós não os lemos. Diz-se que há mais livrarias em Paris do que em todo o Brasil. Nosso jornal de maior circulação, a Folha de São Paulo, tem tiragem de 350 mil exemplares. No Japão, que tem sessenta milhões de habitantes a menos, dentre tantos jornais, três deles têm tiragem de mais de dez milhões de exemplares. País que não lê não é país culto.

Polis: Qual o papel da mídia na política atual? Sua atuação ajuda ou atrapalha?
Serraglio: O papel da mídia é fundamental, para que a população tome conhecimento do ocorre, sobremodo do que a atinge. Rui Barbosa disse que a imprensa é os olhos do povo. O jornalismo investigativo é hoje mais atuante que o próprio Parlamento. Basta ver as seguidas denúncias de corrupção que noticia. Na época da CPI, a imprensa me foi fundamental, porque ajudou muito na investigação dos fatos.

Polis: As mudanças partidárias acontecem com grande frequência, a instituição partidária está em crise? Qual o seu futuro?
Serraglio: Já não é mais possível mudar de partido, depois de eleito. O Supremo confirmou a fidelidade partidária. Quem trocar de partido, perde o mandato, salvo se estiver sendo perseguido ou para participar de fundação de novo partido. A instituição partidária está em crise por causa da facilidade para se criar partidos. Temos hoje trinta partidos legalizados. Certamente não há ideologias ou programas tão distintos, que precisem de trinta molduras diferentes.  Basta ver o que ocorre nos países desenvolvidos.  Deveríamos reduzir ao máximo de sete a oito partidos. Com isso seria possível o eleitor acompanhar a coerência e eficiência do seu representante. Com esse número elevado de partidos, temos líderes sem liderados e, o que é pior, mercadores de horário eleitoral, vendendo espaço na TV.

União das mães de deficientes mantém Associação em Pinhão



Jean Patrik Soares

    Em Pinhão, as mães de crianças com deficiência cansaram de esperar por ajuda do governo, que nunca chegava, e resolveram correr atrás de seus direitos. Em 2008, foi criada a Associação Pequeno Anjo, uma entidade que auxilia mães de crianças com deficiência na luta por seus direitos. 

    A principal responsável por essa iniciativa é Marisa Do Carmo Krysiaki, presidente e fundadora da associação, ela é mãe do Jackson, 18 anos, que não anda e nem fala, vive como um bebê que necessita de todos os cuidados básicos. Marisa conta que quando ainda era mais jovem nunca tinha conhecido nenhuma pessoa com deficiência e que foi muito difícil aceitar as limitações de seu filho. Segundo ela, todas as mães sofrem com essa realidade, e que, por isso, necessitam de orientação. 

    Marisa relata que várias mães já a procuram desesperadas, sem rumo, pensando até mesmo em abandonar seus filhos. Como a maioria é de baixa renda, elas não têm recursos para cuidar de seus filhos e nem sabem onde procurar esse recurso. “Com essas dificuldades a gente descobriu que temos que nos unir e correr atrás dos nossos direitos,” relata Marisa emocionada. 

       O trabalho da associação é simples, mas significativo, consiste na fabricação e distribuição gratuita de fraldas para as pessoas com deficiência. A associação ainda se responsabiliza por providenciar alimentos, remédios e consulta médica para as crianças, tudo com a ajuda de voluntários e doadores. Mensalmente, são atendidas mais de 20 famílias, 16 mulheres se revezam na confecção das fraldas e outros trabalhos, e 100 sócios contribuem financeiramente. Por meio da associação, as mães criaram o Conselho Municipal da Criança com Deficiência, que debate, fiscaliza e reivindica os seus direitos. A presidente da entidade afirma que o maior desafio já enfrentado foi a obtenção de um espaço para trabalhar, hoje localizado na Casa da Amizade, cedido, em regime de comodato, pela Rotary Club. Ela afirma, ainda, que um dos constantes problemas é a falta de dinheiro, pois não recebem nenhuma verba pública, e sempre precisam adquirir remédios para as crianças. “Existe muito desrespeito aos deficientes nas leis, que só estão no papel, mas não funcionam, como, por exemplo, o Estatuto da Criança e do Adolescente que prevê o fornecimento gratuito de medicamentos, próteses e órteses.” conclui Marisa.


Ouça a entrevista realizada com a coordenadora do projeto

Canil Municipal: A política social aplicada aos animais


Jasmine Horst 

    A política social está presente nos mais diversos seguimentos da sociedade. Seu papel vai além de zelar pelo bem estar das pessoas, ele também estende-se ao cuidado com os animais. 
Um exemplo bastante prático é o canil municipal de Guarapuava, em que são desenvolvidos muitos projetos visando o fim da violência contra os animais. 
    Para desempenhar projetos de proteção aos animais, o canil conta com a ajuda de dezenas de voluntários, que são chamados “Amigos do canil” e destinam parte de seu tempo ao trabalho social. 
    São muitas as ações realizadas pelo canil, entre as quais se destacam o projeto “Chip Legal” (Veja o vídeo), que consiste na implantação de chips nos animais recolhidos da rua, a “Castração Legal” que busca realizar a castração em todos os cachorros e gatos, e a “Feirinha de adoção”, que busca encontrar um lar para animais que foram abandonados ou maltratados. 
    Segundo José Kopf, voluntário do Canil há dois anos, para desempenhar este trabalho é necessário que se tenha muita dedicação e amor pelos animais. “Nós temos a consciência de que uma instituição é feita das pessoas que a compõe, desta maneira, fazemos tudo o que está ao nosso alcance para melhorar a vida dos animais e representar bem o canil”. 
    A base do trabalho realizado pelo canil são as doações e a conscientização das pessoas. Segundo Kopf, a estrutura do canil é bastante limitada, de modo que não há como recolher todos os animais abandonados e vítimas de violência. “Nosso principal objetivo é conscientizar as pessoas, sozinhos não conseguiríamos fazer nada, mas com a ajuda dos voluntários tudo fica mais fácil”.

Conheça mais o trabalhos realizado pelo Canil aqui

CLUBE DE MÃES MUDA REALIDADE DE LUGAR CARENTE

Projeto ainda é recente, mas já apresenta resultados significativos 

Jasmine Horst

   Arrecadar fundos para ajudar pessoas carentes. Esse é o objetivo da associação de mães do assentamento Bananas, localizado no distrito do Guará. Formado por mulheres do próprio assentamento, o grupo surgiu há cinco anos e trabalha em prol da melhora das condições de vida de membros da comunidade.       O local em que ocorria os encontros tem uma estrutura bastante precária, as paredes estão rachadas e o teto ameaça desabar. Por questões de segurança as reuniões ocorrem agora numa sala cedida pelo colégio do distrito. As mulheres reúnem-se quase todos os dias para tentar dar conta das várias encomendas que possuem. Elizabete Mariano, uma das criadoras do projeto, explica que o grupo confecciona roupas e acolchoados feitos de lã artesanalmente. Essas peças são vendidas, e o dinheiro arrecadado é empregado na compra de cestas básicas, medicamentos e roupas para pessoas carentes do próprio assentamento. “Boa parte do que produzimos aqui é vendido antecipadamente, até mesmo em outras cidades. Depois, pegamos o dinheiro e usamos para melhorar um pouco a vida de pessoas da nossa comunidade”, explica ela. 
     Segundo Elizabete, a ideia de criar a associação surgiu em meio a uma conversa com as amigas, em que discutiam sobre os problemas que algumas pessoas da comunidade enfrentavam. “Depois que chegamos a conclusão de que nossa comunidade precisava de ajuda, decidimos que não iríamos ficar esperando pela ajuda do poder público, já que nós mesmas poderíamos fazer algo. Então criamos o grupo de mães.” Sobre a adesão da ideia pela comunidade,ela comenta que no início pouca gente, além dos criadores do grupo, acreditavam que daria certo. Mas, com o passar do tempo a situação foi mudando. As pessoas passaram a apoiar e contribuir com a associação. “Antes não se acreditava que as coisas dariam tão certo, mas o projeto que era só um sonho, hoje é realidade.”

ACOPECC: um trabalho que não pode parar



Jéssica Lange 

A entidade necessita de doações e principalmente da ajuda de voluntários da comunidade 

   A Acopecc (Associação do Centro-Oeste do Paraná de Estudos e Combate ao Câncer) foi fundada em 2002 e auxilia pacientes que realizam quimioterapia no Hospital São Vicente de Paulo. Atualmente atende mais de 60 pacientes de Guarapuava e aproximadamente 30 dos municípios da região. 

   A instituição é mantida basicamente através de doações e também por trabalho dos voluntários, a maioria, empresários da região, que auxiliam na compra de mantimentos, móveis e no custo para manutenção da estrutura como água, luz e telefone. 

  Algumas das ações da entidade para conseguir fundos é a realização de bazares permanentes e também de diversos eventos como chás e café colonial. No bazar tudo que é comercializado vira investimento para a associação. Os eventos como o soquete de carneiro, paçoca de pinhão e também a Caprifest ocorrem várias vezes durante o ano tem grande aceitação e participação da comunidade. 

    Recentemente a instituição ganhou fundos para construção de uma cozinha industrial. Nela são realizados cursos para os usuários e também é preparado o alimento que é consumido ali mesmo. Durante a permanência dos pacientes, eles recebem alimentação e podem também dormir no local. 


   A equipe conta com uma assistente social, um enfermeiro para cuidar dos pacientes quando necessário. A entidade também possui estagiários de Psicologia da Unicentro que auxiliam na motivação e trabalham com a autoestima dos pacientes visto que muitos deles ficam debilitados e desanimados durante o tratamento.